Pedala Robinho!!
Essa onda de dar uma tapa na cabeça e gritar: PEDALA ROBINHO!! - virou meio que uma febre. Garanto que se eu estivesse no colégio Damas já teria dado umas 10 tapas e recebido umas 50. Sinto falta de dar aula de inglês, pois pelo menos costumava ver os guris fazendo essas merdas o tempo inteiro. Acho que brincadeira tal só pode ser comparada à velha mania de "tirar mel". Isso mesmo, aquela brincadeira irritante de passar o dedo/mão no rabo dos outros. Eu fico contente de não mais estar no colégio, pois garanto que o recreio do Colégio Damas deve estar uma distribuição maciça de tapas na cabeça.
Sessão chatice parte II
Sabe aquelas coisas que você passa sua vida inteira tendo esperanças, mas sabe lá no fundo que é pouco provável de acontecer? Pois bem, se você não sabe, eu sei muito bem. Coisas como esperar que o meu Santa Cruz seja campeão de tudo, inclusive subir para primeira divisão é uma dessas coisas. Esperar que o Brasil tenha jeito e cresça, é outra. Nos últimos dias eu acrescentei mais outra à minha longa lista: bandas locais que são muito boas, nunca vão fazer muito sucesso. Pois é, por mais que eu goste das bandas locais, até mais do que muitas que vão ao programa de Faustão, eu não consigo ver essa galera ganhando o país. Isso tudo me veio à tona quando decidí ir ao lançamento do cd da Volver. Rock cafajeste de qualidade muito boa. Eu sinceramento espero que os caras tenham o sucesso inversamente proporcional à quantidade de gente que estava lá no show. Já é a segunda vez que isso acontece, pois o pessoal da banda Astronautas lançou o segundo cd deles com show medonho de bom e apenas alguns gatos pingados compareceram ao local. Eu acho que o pernambucano não merece a música que produz. A única rádio que promovia a cena local foi para o espaço e entrou aquela bosta no lugar. Como o povão que não tem acesso aos albuns produzidos aqui pode dar valor à cena local? Por isso que o rock gaucho é tão durador. As rádios locais de lá dão o maior apoio, fazendo com que os aborígenes gostem das bandas locais. Eu espero que nossas bandas recifenses façam muito sucesso, mas bem longe daqui. Aparentemente aqui não é o lugar propício.
Aos que não sabem colhões o que eu faço da vida, eis aqui uma boa matéria sobre o que faço.
http://www.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1017&sid=116
Sessão chatice - parte I
Minha capacidade de não gostar do que o povo gosta está me deixando incomodado. Acontece com tudo o que você pensar.... tipo: feijoada - eu não gosto. Cozido - eu não gosto. Daí coisas comuns a meu círculo de amizade: TrashDance - eu não suporto. Weezer - que bandinha bosta. Star Wars - tá me achando idiota é? Acho que vai chegar a uma hora que eu não vou conseguir me aguentar. Na verdade eu tenho explicação para todas as categorias anteriormente citadas, como no caso da TrashDance, que eu não vejo graça em pagar para ficar ouvindo música velha. Acho até meio idiota a idéia de passar a noite tomando cerveja quente e cantando de Bozo para baixo.
Eu tenho tido muito cuidado quando exponho o meu gosto. Principalmente musical, pois parece que eu saio como o chato quando discuto música. Não é pra menos também. Por mim música ruim é tudo igual. Seja um brega nojento ou Beverly Hills do Weezer. Tudo a mesma bosta.
Mas acontece o contrário também. Por não gostar do que o povo gosta, vivo em constante busca por bandas que ninguém conhece e que faça som de qualidade. Aconteceu com o The Killers. Banda fuderosa que idolatrei por semanas. Até ouvir tocar 50 vezes por dia na Transamérica. Agora meus colhões já nem aguentam mais. O mesmo aconteceu com Keane. Ê bandinha do caralho. Até entrar na trilha sonora da novela e eu mandar o cd para o espaço.
Dessa forma não posso parar de pensar que sou um puta chato. Eu juro que eu tento gostar de certas coisas. Juro que tento ouvir, assistir e participar de certas coisas. Mas simplesmente não dá. Sou um chato competente que não cedo a pressões. Não sou um Diogo Mainardi, mas temo um dia ficar igual ou pior.
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